Dicas para quem quer comprar o seu apê

Um assunto que vocês sempre me pedem pra falar aqui no MS, é sobre como funciona toda a burocracia para quem quer comprar um imóvel. Infelizmente eu nem arisco em falar sobre o assunto, pois é um momento que eu ainda não vivi e dar dicas “googladas” só no ctrl+c, ctrl+v não é nenhum pouco a minha cara né?

Pensando nessa necessidade aqui no bloguinho, convidei uma pessoa muito especial para falar do assunto pra vocês, a minha amiga Bruna Dalcin, do blog Comprando Meu Apê. Quer alguém melhor que essa para dar dicas bacanudas para vocês? Já adianto que o texto ficou incrível e esclarece um montão de dúvidas que a gente sempre tem.

O post não acaba aqui, eu apenas encurtei para não ficar muito grande na rolagem. Para continuar lendo, é só clicar no link aqui embaixo.

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Olá! Sou a Bruna Dalcin do blog Comprando meu APê. Recebi um convite muito especial da Fran, para contar aqui um pouco da minha experiência sobre compra e financiamento de apartamento. Fiquei tão feliz que aceitei na hora! Então vou passar pra vocês um pouco do que aprendi nestes anos com a compra do meu primeiro apê.

 

Para quem não me conhece vou fazer um resuminho:

Quando completou 4 anos que meu namorado e eu estávamos juntos, resolvemos ir em busca de comprar um cantinho para chamar de nosso. Economizamos uma certa quantia durante um tempo, usando poupança e fundos de investimento DI. Nosso objetivo era dar uma entrada e depois financiar o restante com um banco. Nós não queríamos começar uma vida a dois pagando aluguel, mas nos deparamos na época, em 2010, com imóveis usados muito caros e se quiséssemos financiar teríamos que desembolsar uma bela quantia para a entrada, sendo que não tínhamos todo aquele valor. Foi então que resolvemos comprar um apartamento na planta, que é uma boa opção para quem quer pagar menos na entrada e para quem pode esperar de 2 a 3 anos em média até que ele seja entregue pela construtora. Tanto ele quanto eu, moramos na casa dos nossos pais, então poderíamos ter paciência e esperar até a entrega.

Há alguns anos atrás, comprar um imóvel na planta significava um investimento forte para conseguir uma alta valorização na hora da entrega das chaves. Mas de uns anos para cá isso mudou muito, e em algumas cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo, dependendo do bairro, um imóvel na planta chega a sair mais caro do que comprar um usado. Então na média do mercado a tendência são os preços se estabilizarem em 2013-2014.

Vantagens de comprar um apartamento na planta:

– Tempo maior para pagar o valor de entrada do imóvel, que varia entre 20 e 30%. Este valor você paga enquanto a obra está sendo realizada;

– Hoje em dia um apartamento na planta costuma ter área de lazer de até 60% do tamanho do imóvel enquanto um usado muitas vezes nem tem e quando tem são geralmente de 20 a 30%;

– Imóveis novos precisam de menos reparos, portanto o condomínio pode ser menor que os usados;

– A melhor parte: receber um imóvel cheirando a novo e decorá-lo da maneira que desejar.

Desvantagens do apartamento na planta:

– Demora para se mudar (e o prazo pode ficar maior caso a obra atrase);

– O imóvel pode sofrer variações no tamanho dos cômodos, mesmo que pequenas, podem fazer uma enorme diferença já que a metragem dos apartamentos está cada vez menor;

– Podem entregar o apartamento com algumas vigas para passar o encanamento do prédio que não eram previstas no modelo decorado

– Risco de pagar e não receber o imóvel;

– Na maioria dos casos, você terá que desembolsar uma grana para o acabamento, pois não vem piso na sala, living e quartos, e os revestimentos, louças e pias que eles colocam na cozinha, banheiros e varandas são os mais básicos possíveis;

– Por ser um empreendimento novo, vai haver o famoso rateio para contratar funcionários e comprar itens para as áreas comuns do condomínio.

Dicas importantes antes de assinar o contrato

– Procure saber sobre a idoneidade da construtora;

– Pesquise os materiais usados em empreendimentos anteriores;

– Verifique se a planta foi aprovada junto à Prefeitura, se a construção tem alvará e se ela foi registrada no Cartório de Registro de Imóveis;

– Veja também se o imóvel não está hipotecado;

– Guarde todos os prospectos publicitários do imóvel para garantir o cumprimento na hora de fazer a vistoria;

– Veja o memorial descritivo atentamente para saber quais os itens que eles entregarão tanto nas áreas comuns quanto no seu imóvel (no meu eles disseram que as áreas já virão equipadas);

– E por fim leia muito bem o contrato antes de assinar e se for possível mostre a um advogado de confiança.

Agora quero fazer um alerta! Infelizmente não tivemos essa informação quando fomos comprar o nosso, então quero ajudar quem está pensando em adquirir um. O acordo foi pagar em torno de 35% do valor do imóvel para a construtora de novembro/2010 até março/2013 e o valor restante devendo ser pago na entrega das chaves, seja à vista ou com recursos de financiamento de algum banco. Quando o corretor estava nos apresentando as condições, ele nos disse que as parcelas, incluindo as semestrais, anuais e o valor da parcela final (chaves), sofreria uma “pequena alteração” todos os meses de acordo com o INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Segundo ele, seria apenas uma variação entre R$ 10,00 e R$ 50,00 em cada parcela e nem iríamos sentir o impacto. Realmente foi isso mesmo, nas parcelas pouca coisa aumentava, mas não caiam nessa conversa. Mal sabíamos nós que o saldo devedor, aquele que financiaremos com o banco, estava aumentando junto com o INCC todo mês! Imaginem só: juros em cima de juros no saldo devedor que já era alto. Por sorte eu descobri isso poucos meses depois e desde então estamos trabalhando dobrado para não sermos pegos de surpresa no final.

Outra coisa que descobri depois de um tempo e que pretendo ir atrás, foi o valor de corretagem do imóvel. Algumas pessoas e inclusive uma advogada veio me alertar que este valor não pode ser cobrado pois é totalmente ilegal. Lembro muito bem que demos 3 cheques no dia da assinatura, um nominal ao corretor, um nominal à imobiliária que estava divulgando o empreendimento e um cheque com valor bem menor que finalmente serviria como entrada para o apartamento. Não tenho como afirmar ainda se isso é realmente ilegal ou não, mas assim que eu tiver mais informações falarei lá no blog ou volto aqui no Morando Sozinha pra contar. Mas de antemão já fiquem atentos a isso e questionem se vierem cobrar de vocês o valor de corretagem, ok?

Ainda tem muita coisa para falar sobre o assunto, como por exemplo:

– O que vale mais a pena: fazer uma poupança e pagar parcelas mínimas durante a construção ou adiantar o máximo possível do valor devido?

– Quais as formas de financiar um apartamento?

– Como fazer a vistoria?

– Como calcular o INCC?

– ITBI e documentação

– E muito mais!

Mas como o post já ficou muito extenso, convido vocês a darem um pulinho lá no blog Comprando meu APê e clicarem na aba Burocracia do menu, lá sempre conto as minhas experiências sobre o assunto, então quem sabe eu ajude vocês. Mas em breve estarei aqui de volta esclarecendo as dúvidas que surgirem.

Ah e por fim só uma notícia do meu apê: a construtora atrasou a obra que era para ser entregue neste mês de março. É um descaso com os clientes e infelizmente isso é cada vez mais comum neste ramo. Enviaram uma carta dizendo que irão usufruir dos 6 meses de carência que já estava previsto em contrato.

Bom, agora é esperar setembro e enquanto isso vou vendo o meu saldo devedor sendo corrigido mês a mês e quase surtando enquanto não entregam as minhas chaves!

 

fonte http://morandosozinha.com.br/dicas-para-quem-quer-comprar-o-seu-ape/

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